Laços de Família


Não percam as emoções de Laços de Família

Destaque

Com certeza vale a pena ver de novo a novela Laços de Família, com a reprise da novela a Globo recuperou a audiência do Vale a Pena Ver de Novo, que tinha caído durante a exibição de Deus Nos Acuda. Até o capítulo 126, a novela obteve média de 20 pontos e 46% de share; a mesma altura, Deus Nos Acura tinha média de 14 pontos e 35% de share; sua antecessora, Terra Nostra tinha 18 pontos de média e 45% de share. Ontem, dia 25 de agosto, a novela exibiu o capítulo em que Alma (Marieta Severo) descobre a traição do marido Danilo (Alexandre Borges) com a empregada Rita (Juliana Paes), revoltada, ela expulsou o marido de casa e em seguida resolveu ajudar a empregada. O capítulo que foi exibido das 14:37 as 15:50 marcou média de 27 pontos e picos acima de 30, foi uma das maiores audiências desde que começou a ser reprisada. Vem aí a próxima reprise Força de Uma Desejo de Gilberto Braga.

 


Escrito por Elisio Duarte às 13:22 [   ]





Talento e ética de sobra

Tony Ramos, o Miguel de Laços de Família, é famoso por não ter inimigos, jamais falar mal de colegas de profissão e ser um craque de nossas telas e palcos.

 

 

No mundo do eu, do egocentrismo, da busca pela fama a qualquer preço, Tony Ramos é uma exceção absoluta. Detesta falar de si mesmo ("Quer coisa mais cabotina? Prometo jamais escrever minha biografia."), mas é capaz de ficar horas divagando – e com propriedade – sobre as características do mundo globalizado, a péssima distribuição de renda no Brasil, a necessidade de investimentos na educação. Ao mesmo tempo, é um grande e hilariante contador de piadas e histórias engraçadas. O ator é daqueles que sabem como descontrair um ambiente, até mesmo nos momentos mais tensos. Adorado por seus colegas, pelo público e nem sempre pela crítica, o paranaense de 52 anos, 36 dedicados à profissão, faz jus à máxima que corre pelos bastidores: "Se alguém falar mal de Tony Ramos, desconfie dessa pessoa". Ele finge não ouvir a colocação e prefere resumir assim: "Adoro a convivência com meus colegas, estou nessa carreira por dom e por vocação. Além disso, sou um contemporizador por natureza, não para ser o bonzinho de plantão, mas porque só acredito na vida por meio da conciliação entre os extremos". Tony vive um momento feliz em sua vida. Profissionalmente, divide-se entre a televisão, onde interpreta Miguel, personagem criado para ele por Manoel Carlos para a novela das oito, Laços de Família, e o lançamento do filme, dirigido por Flávio Tambellini, Bufo & Spalanzani. No plano pessoal, enfrenta com galhardia o papel de avô do pequeno Alexandre, de 8 meses, e se acostuma à nova etapa da vida, já com os filhos Rodrigo e Andréia adultos, casados, deixando o confortável apartamento da Lagoa, no Rio de Janeiro, somente para ele e a mulher Lidiane, "parceira, companheira, amante" há 31 anos. "Mudaram os sons da casa, mas novos acordes começam a surgir, como um grande movimento de orquestra." Cercado de seus livros, discos e vinhos, Tony fala sobre tudo: "Eu não tenho ilusões, mas sou ao mesmo tempo um incorrigível otimista. Isso é contraditório, mas afinal é a contradição que nos move. Não me iludo com partidos políticos, no entanto tenho esperanças de que a sociedade consiga se organizar, que abandone essa corrida desenfreada pelo sucesso e dinheiro a qualquer preço e volte a acreditar no trabalho, na ética, no respeito. Sempre acreditei nisso e vou morrer assim". O ator mede palavras em alguns momentos, sempre preocupado em não ferir ou condenar os outros. Quando conta que não gosta de ser fotografado em casa, por temer "expor a família como um troféu" ou romper a linha tênue entre o público e o privado, faz questão de deixar claro não estar criticando ninguém. Na verdade, é como se ouvisse os ensinamentos de duas Marias: das Dores, sua avó, e Antônia, sua mãe. "Sábias mulheres que me criaram acreditando que a vida é para ser vivida a cada instante, mas sempre com respeito ao próximo. Eu não espio pelo buraco da fechadura para criticar quem quer que seja, desafio quem tenha me ouvido fazendo fofoca. Jamais viu e jamais verá." Se alguém acusá-lo de bonzinho, careta, ele nem liga. "Não vou mudar: odeio o preconceito, a intolerância e a falta de respeito." Mas não foge dos "pecados". Sua ira é despertada "pelas mazelas do mundo, pela péssima distribuição de rendas neste país, que precisa ser amenizada de alguma maneira". Sua gula, por um prato de macarrão acompanhado de vinho, para não desmerecer a descendência italiana e espanhola, mas ressalva: "Não sou guloso e sim um apreciador da boa comida, sou um gourmet não um gourmand". Se isso lhe dá alguns quilinhos em volta da cintura, azar. "Gosto da vida que levo, do corpo que tenho, dos meus cabelos, que, por herança genética, permanecem muitos e escuros." Morre de rir ao saber que muita gente pensa que ele os tinge, pois já está grisalho no peito e na barba, onde os fios brancos se misturam aos negros em grande maioria. Considera-se pouco vaidoso, "apenas o necessário para a preservação do ator". E o público, que o elegeu como galã há algumas décadas, se acostuma com seu envelhecimento? "Estou há tantos anos nisso que conto com a cumplicidade dos fãs. Eles já se acostumaram comigo." A crítica, entretanto, nem sempre é benevolente com Tony. A cada trabalho diferente que faz, seja na TV, como Grande Sertão: Veredas, ou no cinema, como em Pequeno Dicionário Amoroso, sempre aparece alguém para fazer a constatação óbvia: ele é um bom ator. "Se eu fosse reclamar, diria somente um ótimo palavrão: caguei. A maturidade, a experiência, porém, fazem com que eu analise e constate que existe uma atitude preconceituosa na cabeça de alguns críticos, que confundem o homem com o ator. Como levo uma vida que para muitos é careta, comportada, isso se reflete na análise do meu trabalho." Lidiane pede para que ele não fale dela nas entrevistas, a fim de que isso não se perpetue. Mas ele nega. "Como não falar da pessoa fundamental da minha vida, por quem sinto amor, tesão, admiração, carinho, respeito e afeto? Nós nos casamos muito jovens, imaturos, fomos nos descobrindo e descobrindo a vida ao longo desses 31 anos." Sai briga de vez em quando? "Claro, mas nada sério. Nossa vida é prazerosa e não uma vidinha, como insistem alguns. Eu torço para que todos encontrem uma possibilidade como a que tive. E vou além: tentem." Tony não tem secretárias, assessores de imprensa, pessoas para administrar sua carreira. Atende aos telefonemas de trabalho, facilita a vida de todos, marca entrevistas sem frescura, tenta conciliar o possível e faz o impossível para ser o excelente profissional que é. Se o mundo acha tudo isso careta, triste mundo.

 


Escrito por Elisio Duarte às 12:21 [   ]



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